quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
E por falar em crianças...

Desde quando o bebê nasce, há uma série de expectativas em torno dele: "quando vai andar?", "e o primeiro dente?", "quando será que vai começar a falar?"...
A linguagem da criança é um processo com desenvolvimento gradual, que passa por várias fases.
As primeiras palavras surgem entre 1 ano a 1 ano e meio de idade (12 a 18 meses) e as primeiras frases entre 1 ano e meio a 2 anos (18 a 24 meses).

No início do desenvolvimento da fala, as crianças ainda têm dificuldade com palavras mais longas e para pronunciar alguns sons. É comum ouvirmos "abô" (acabou), "sisia" (passear), "pepeta" (chupeta), "tapo" (sapo).
A mamãe, o papai, a titia, o vovô, a vovó, todos se "derretem" ao ouvir a criança falando desse jeitinho.
Mas é importante lembrar que as pessoas que convivem com a criança são seu modelo de fala e que a criança tende a imitar aquilo que ouve.
A melhor maneira de contribuir para um desenvolvimento saudável de fala é oferecer um modelo correto. Veja um exemplo:
Criança: "Mãe, ó o "tachorru"
Mãe: Nossa filho, mas que cachorro bonito! Parece o cachorro da vovó!
Neste exemplo, a mãe ofereceu o modelo correto da palavra "cachorro" ao invés de reforçar o modelo incorreto "tachorru".
NÃO É RECOMENDADO: chamar a atenção da criança ou repreendê-la dizendo "vc tá falando errado" ou "fala direito".
Conforme a criança vai se desenvolvendo, é esperado que essas simplificações da fala sejam superadas e que ela já consiga falar corretamente todos os sons. Isso ocorre por volta dos 6 ou 7 anos de idade, época que coincide com o início da alfabetização.
Caso a criança inicie sua alfabetização com problemas na fala, a tendência é que ela transfira esses erros para a escrita.
Entretanto, não é preciso esperar que a criança complete 7 anos de idade para diagnosticar e tratar o problema de fala. Se você tem dúvidas quanto ao desenvolvimento da fala, procure um fonoaudiólogo ou escreva para mim, terei o maior prazer em esclarecer a sua dúvida!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A voz como instrumento de trabalho

Boa Noite! No mês de maio, eu escrevi e publiquei um artigo no Jornal Alumiar. Este artigo já contava com mais de 200 visualizações. Infelizmente, o site foi invadido e o artigo não pode ser acessado no momento. Então, reproduzo na íntegra, o artigo publicado:
A voz humana é uma verdadeira amostra de nossa personalidade, de nossas emoções e sentimentos. É através dela que exercitamos a linguagem falada e temos a possibilidade de utilizar palavras, cantar, rir, chorar...
Muitas vezes nem é a palavra que comunica, é a própria voz. Porém, utilizamos a voz de maneira tão automática que muitas vezes nem percebemos. Um exemplo: é comum telefonarmos para alguém e com um simples “alô”, já conseguimos notar ou supor se a pessoa está desanimada ou alegre, fechada ou mais receptiva, se é criança ou adulto, se é homem ou mulher. Quanta informação, não é mesmo? Conseguimos até perceber se a pessoa acabou de acordar! Aí dizemos: “Desculpa, eu te acordei?” e quase sempre respondem “Não, imagina, eu já estava acordado!”. É meus amigos, mas a nossa voz reflete o nosso estado físico e emocional. Ela é pura e verdadeira comunicação!
Muitas pessoas têm a voz como o seu principal instrumento de trabalho. É o caso dos cantores, atores, repórteres, radialistas, operadores de telemarketing, políticos, professores...e tantos outros mais. E você, utiliza a voz no seu trabalho? Segundo dados da Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) mais de 70% da população ativa têm na voz o instrumento de trabalho mais exigido, mesmo que ela não seja o foco de suas atividades.
A ABLV ainda estima que 2% dos professores brasileiros (cerca de 25 mil professores) serão afastados de suas funções por problemas de voz (na laringe e pregas vocais), caso providências preventivas e terapêuticas não sejam tomadas.
A disfonia (problema de voz) pode se manifestar por rouquidão, cansaço ao falar, falhas na voz, ardência na garganta, dor ao falar, falta de volume e projeção, entre outros sintomas. Também pode se manifestar por meio de lesões nas pregas vocais. Uma das lesões mais conhecidas é o nódulo vocal (muito conhecido como “calo na corda vocal”).
Vários estudos apontam que o professor é um dos profissionais mais afetados pela disfonia e há uma série de fatores que contribuem para este dado: salas com acústica ruim, muitos alunos por sala, falta de orientação a respeito do uso da voz, fatores emocionais como stress e depressão (lembre-se que a voz reflete nossas emoções), além da baixa remuneração, o que leva a longas jornadas de trabalho e consequente uso abusivo da voz.
Seria muito importante que a orientação a respeito do uso da voz fosse oferecida ao professor ainda durante a sua formação profissional, pois a voz continua sendo o principal recurso didático de um professor.
As pregas vocais são as principais estruturas envolvidas na produção vocal e são constituídas de músculo e mucosa. Como qualquer outro músculo do corpo, eles se “cansam”, ou seja, podem entrar em fadiga e também envelhecem (perdendo a tonicidade com o passar dos anos). Exercícios de voz podem tornar estes músculos mais resistentes e até mesmo prevenir lesões. É o caso dos exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal, muito importante para aqueles que utilizam a voz intensamente, já que produzir voz é sinônimo de trabalho muscular. Se quisermos fazer uma comparação, é só lembrar dos atletas se preparando para uma competição ou treino: antes de iniciar, eles costumam exercitar os músculos através de movimentos específicos (aquecimento) e após o término do esforço muscular eles costumam fazer movimentos para relaxar os músculos (desaquecimento). E quem utiliza a voz no trabalho pode ser considerado um verdadeiro “atleta da voz”.
Na área de voz, o fonoaudiólogo é o profissional responsável por adequar a função vocal, a maneira como a voz é produzida. Esta atuação pode ser preventiva, de aprimoramento ou de reabilitação. O trabalho fonoaudiológico é realizado basicamente por meio de exercícios de voz e orientações, de acordo com as particularidades de cada caso.
Vamos ficar mais atentos à voz, afinal, como disse um dos maiores músicos de nosso país, Tom Jobim: “A voz humana é o instrumento mais rico que há.”
Apresentação

Olá internautas!
Meu nome é Silvia, sou fonoaudióloga.
Muita gente não conhece o nosso trabalho, mas somos capazes de contribuir (e muito) para a qualidade de vida das pessoas.
Usarei este espaço para compartilhar idéias, divulgar informações e esclarecer dúvidas a respeito de Fonoaudiologia, Saúde e Comunicação.
Enviem suas dúvidas e sugestões para: fonosilvia@gmail.com
Voltem sempre!
Meu nome é Silvia, sou fonoaudióloga.
Muita gente não conhece o nosso trabalho, mas somos capazes de contribuir (e muito) para a qualidade de vida das pessoas.
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Um abraço,
Silvia
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